Dica de Mixagem de caixa: veja o vídeo no artigo

Hoje vamos dar continuidade às nossas dicas de mixagem in the box (mixando com o computador usando uma DAW, plugins e os recursos do computador.

Mixar é pegar tudo que foi gravado no estúdio seja lá de que maneira tenha sido, se com ou sem processamento.

Tem gente que prefere captar o instrumento puro, outros já equalizam, põe um pouco de compressão e até efeito. Mas qual seria a melhor forma de captar um instrumento ou voz.

Eu responderia que fosse em uma sala bem tratada de preferência sem a interferência externa e com acústica o melhor tratada possível.

Como assim acústica tratada?

Em primeiro lugar devemos evitar a reverberação para que o som não bata nas paredes e volte ao microfone gravando assim o efeito de reverb natural.

Salvo em alguns casos que isso é feito de propósito para gerar esse efeito mesmo, isso não ficaria muito legal se não quiséssemos esse efeito pois dificilmente conseguiríamos tirá-lo depois.

Mas enfim toquei nesse assunto só para ilustrar pois é assunto pra mais adiante.

O que quero dizer é que pra que está começando a gravar o melhor mesmo é gravar seco, apenas com o microfone captando o instrumento direto na placa de som.

Depois sim é que vamos colocando os processamentos e efeitos pois teremos que testar diversas maneiras de colocar o instrumento na mix. Se gravarmos já com processamento isso também vai ficar difícil.

O som já vai vir pré pronto e não teremos tantos recursos para manipulá-lo.

No caso desta multitrack que estou usando, alguns instrumentos já vieram com processamento pois foi gravado num grande estúdio, com músicos e produtores experientes que já sabiam o que queriam dos instrumentos.

Neste caso isso não é errado pois poupa bastante trabalho sendo que todo mundo já sabe o que quer.

Mesmo assim será necessário mexermos na equalização e compressão de todas as tracks pois o trabalho de mixar é posicionar os instrumentos em plano estéreo e cuidar para que uns não atrapalhem os outros e além disso criar sensações aos ouvintes. Essa é a parte artística da produção.

Vamos ver no vídeo abaixo como fazer um tratamento na caixa da bateria para que mais adiante durante a mix ela possa ficar bem audível sem atrapalhar outros sons da mix.

Reparem que na mix existem três caixas. Na verdade é uma caixa só mas gravada com dois microfones: um em cima da caixa para captar o batida e o outro colocado em baixo dela para captar a ressonância da esteira: o chiadinho que vai dar o sustein.

A terceira caixa é uma duplicação da pele de cima.

Porquê duplicar a pele de cima?

Esse é um recurso usado para se dar reforço em alguma parte que queiramos destacar. Se houver alguma frequência que precisamos reforçar, seja o corpo da caixa ou o brilho, usamos um equalizador reforçando essa parte e um compressor para controlar a dinâmica nesta parte.

Também podemos triplicar a pele para deixarmos soar apenas com um equalizador caso tenhamos que cortar muito vazamentos nas outras duas. Isso vai fazer com que a caixa volte a soar com naturalidade.

Assista o vídeo e veja como eu fiz. Caso discorde disso, eu peço que deixe seu comentário educadamente para que possamos também conhecer o seu modo de pensar sobre a caixa.

Dica de mixagem – Caixa da bateria

 

Essa foi mais uma dica aqui do nosso blog. Espero que tenha ajudado de alguma maneira. Se gostou, me ajude na divulgação do blog clicando nos botões de compartilhamento no topo do artigo. Isso vai levar um só segundo e vai fazer uma enorme diferença pra mim. Obrigado.

Veja também as dicas de mixagem para o bumbo

E saiba como editar e mixar os Tons

 

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Músico, produtor e criador do blog idaudio.com.br com o intuíto de compartilhar conhecimentos e dicas com quem está na mesma estrada afim de que todos possam crescer como profissionais, realizando seus maiores sonhos.

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